Metrópole tremenda, Los Angeles será sede da Olimpíada de 2028

SILVIO CIOFFI – ENVIADO ESPECIAL AOS EUA/IPW24

Seu aeroporto internacional, cuja sigla é LAX, recebe anualmente cerca de 55 milhões de passageiros –20% deles internacionais, inclusive em voos diretos a partir do Brasil.

Estamos falando de Los Angeles, sede do IPW24, o maior evento do turismo norte-americano, entre 3 e 7 de maio deste ano, Los Angeles, a tremenda metrópole do sudoeste do Estado da Califórnia voltada para o Oceano Pacífico, já se prepara para hospedar os Jogos Olímpicos de 2028. E, veterana nesse quesito, a cidade tem no seu extenso currículo duas outras Olimpíadas: a de 1932 e a de 1984.

Não por acaso, seu aeroporto internacional, cuja sigla é LAX, recebe anualmente cerca de 55 milhões de passageiros –20% deles internacionais, inclusive em voos diretos a partir do Brasil.

No alto da página, o Los Angeles Memorial Coliseum, que abrigou os Jogos Olímpicos de 1931 e 1984, volta a sediar o evento em 2028. Acima, o portal art-déco do estádio olímpico de L.A., as arquibancadas para 92.516 espectadores e a placa alusiva à sua inauguração em 1923 (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Com uma população diversa de 8,8 milhões de habitantes, Los Angeles é pop e populosa, conhecida por sua diversidade étnica e cultural, por ser o berço do cinema nos EUA e por ter na indústria do turismo, desde anos 1920, uma das suas principais atividades.Espalhada, Los Angeles –conhecida pelo codinome L.A.– compreende uma área de mais de 70 km de norte a sul, sendo, na verdade, um conjunto de 15 distritos cujos administradores respondem a um prefeito.

Cada um desses distritos têm singularidades e, para percorrer algumas das suas principais atrações, uma ideia é inicialmente fazer o circuito num ônibus hop-on/hop-off , de dois andares, tomando pé dos diversos distritos a partir de “downtown”.

Se a alternativa for guiar, um carro com GPS é essencial, pois a metrópole é servida por um emaranhado de vias expressas, ou “free-ways” com túneis e viadutos para todos os lados –e, estima-se, tem em circulação mais de 7 milhões de veículos, quase um por habitante.

Em downtown, ficam as atrações históricas, museus, muitos dos melhores hotéis e restaurantes e grandes lojas, é preciso ter cuidado com os pertences, há moradores em situação de rua –flagelo que, aliás, atinge hoje muitas metrópoles do mundo. Nessa área, ficam hotéis elegantes como o InterContinental, encimado por um bar de onde se descortina a melhor vista geral da cidade

Detalhes do hotel InterContinental Los Angeles Downtown, prédio mais alto da metrópole (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Nas proximidades, o L.A. Convention Center (lacclink.com) , em South Figueroa St. –onde foi realizado o IPW24–, fica próximo do estádio esportivo multiuso Staples (crypto.com), inaugurado em 1999. Confira a programação de ambos clicando nos sites.

No caso do Staples, você terá tirado a sorte grande se puder assistir a uma partida do Los Angeles Lakers, o time de basquete preferido dos angelinos.Outra dica para explorar a pé a região de “downtown” é fazer um dos diversos tours da  L.A. Conservancy (www.laconservancy.org), uma organização sem fins lucrativos.

O NASCIMENTO DE UMA METRÓPOLE

No tour deles que explora a região central, originalmente habitada por indígenas,  foi inicialmente chamada de Nuestra Senõra la Reina de Los Angeles de Porciúncula, nome de inspiração jesuítica, e habitada, a partir de 1781, por 44 pioneiros de origem mexicana.

Há duzentos anos, por volta de 1820, um dono de plantations no Estado Mississippi, Robert Smith, se tornou o proprietário da região e, já em 1893, floresceu no local uma cidade de prédios de boa arquitetura, que sobreviveram ao tempo, caso do Bradburry Building, projetado por Samuel Hunt para um empresário que havia feito fortuna com mineração no México.Em 1892, o petróleo foi descoberto na região e, em 1900, a população de Los Angeles saltou para 100.000 habitantes, quintuplicando, para 500.000 pessoas em 1920.

Pagoda e portal de dragão em Chinatown/L.A. e detalhe de prédio histórico (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

Perto dali, chega-se ao distrito dos teatros, num localidade também chamada de Broadway, com prédios como o Million Dollar Theater, o United e o Orphean, região histórica e comercial que vicejou até os anos 1920, quando muitos dos “angelinos” mais endinheirados se mudaram para Pasadena.

O Mercadão Grand Central Market, aberto em 1917, e seus néons (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

Outra atração que vale a pena em “downtown” é o aceso mercadão “Grand Central Market”, com diversos locais para comer, beber um drinque, comprar ingredientes frescos ou simplesmente passear. Pontilhado de néons e placas que indicam bares e restaurantes, o prédio abriu as portas em 1917 e, reformulado algumas vezes desde os anos 1960, reflete as mudanças demográficas e os costumes gastronômicos dessa cidade multiétinca e multicultural.

Acima, Mariachi no Getty Center, detalhe do hall e a escultura “L’Air”, de Aristide Maioll (1861-1944) nesse museu e complexo cultural localizado no bairro angelino de Brentwood; no alto à dir. e abaixo à esq., fachadas no Distrito dos Teatros (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

Quem estiver fazendo o tour de ônibus de dois andares hop-on/hop-off, não deve perder os bairros chinês (chinatown), mexicano japonês (Japantown) e coreano, onde também pululam atrações gastronômicas e arquitetônicas.

No alto à esq. e à dir., detalhe de quadro de Van Gogh (1853-1890) e de fonte no museu Getty Center; demais imagens do icônico prédio Bradburry, em downtown Los Angeles (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA EM CENA

O Disney Concet Hall, obra do arquiteto canadense-americano Frank Gehry, ganhador do prêmio Pritzker de arquitetura em 1989 (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Ainda em “downtown”, o Walt Disney Concert Hall, obra do arquiteto canadense-americano Frank O. Gehry que levou 16 anos para ser construído, entre 1987 e 2003.Confira as atrações dessa sala de shows e concerto e/ou compre ingressos nos sites Ticketonsale.com e www.tickets-center.com

Detalhe do lustre com o globo terrestre e aspectos do hall da Los Angeles Public Library (LAPL), cujo acervo conta com seis milhões de volumes (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

Deixe um comentário