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Meio “hippie”, mercadão Pike Place é a sala de visitas de Seattle

SILVIO CIOFFI – ENVIADO ESPECIAL AOS EUA

Cerca de 10 milhões de turistas visitam anualmente o Pike Place Market. A entrada é marcada por um letreiro e um relógio vermelhos emoldurados por luz néon e guardada por uma escultura de cobre, de 250 quilos, que, chamada de Rachel de Piggy Bank, é, na verdade, um imenso cofre em forma de porca que lá instalado em 1986 –e cujas doações se destinam à caridade.

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No alto, a entrada principal do Pike Place Market, com seus néons vermelhos e fundado em 1907; acima, o imenso “cofrinho” de metal Rachel de Piggy Bank guarda e entrada do mercadão (fotos Silvio Cioffi – V!VA)
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Na principal peixaria do mercado, peixes voam pelos ares até o balcão (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Flores no Pike Place Market, cuja atmosfera remete à era hippie (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Embora tenha sido fundado oficialmente no dia 17 de agosto de 1907, o Pike Place Market respira um ar que remete aos anos 1970. Sua atmosfera algo hippie é visível numa ala dedicada à venda de velas perfumadas, chás, camisetas e tecidos muito estampadas, vidros artesanais e quinquilharias decorativas.

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Vendedor veste camiseta tingida à moda dos anos 1970 (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Uma profusão de sinais e néons toma conta do interior do mercado (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Quadro pop com a imagem do chefe Seattle no Pike Place Market (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Especialidade local, vidros artesanais à venda no mercadão (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Mas é inegável que o forte desse mercadão de 28 mil m² de área são as peixarias, os negócios que vendem de carnes e embutidos a conservas de frutas, cogumelos, verduras frescas e até flores no andar térreo.

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Aspecto das carnes expostas num açougue do mercadão de Seattle (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Néon mostra acesso ao andar inferior nesse mercado de 28 mil m2 (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Algo labiríntico, o Pike Place tem vários andares meio desconexos e um terraço superior com mesas de onde se avista o braço de mar da baía Eliott, estuário de Puget e os antigos píeres de Seattle.

Em suas dependências, também coexistem diversos restaurantes, brechós e até uma lojas de brinquedos vintage, como carrinhos de ferro ingleses das marcas Lesney, Matchbox, Corgy e Dinky Toys.

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A The Miniature Car Dealer vende carrinhos antigos no piso inferior (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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No topo do mercadão Pike Place há um praça de alimentação ao aberto (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Tido por um dos mais antigos mercadões em atividade contínua nos Estados Unidos, o local tem origem num farmer´s market, uma associação que vendia pescados e a produção agrícola de meia dúzia de produtores nessa cidade que, embora importante, fica longe da maioria das grandes metrópoles norte-americanas e próxima da fronteira com o Canadá.

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Mais lagostas, camarões e crustáceos no Pike Place Fish Market (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Néon em café do interior do mercadão de Seattle (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Peixes inteiros e mariscos na casca fazem a alegria do freguês (foto Silvio Cioffi – V!VA)

UMA PITADA DE HISTÓRIA
Relatos antigos dão conta de que o mercadão Pike Place se confunde com a própria história do comércio na região do Pacífico Noroeste norte-americano. Consta que, entre 1906 e 1907, o preço da cebola disparou em Seattle. Foi aí que o conselheiro municipal Thomas Revelle propôs criar um mercado público capaz de conectar produtores e consumidores.

O mercado, no entanto, já enfrentou fases de decadência e até escapou de uma tentativa de demolição.

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Vegetais e frutas desidratadas de fabrico artesanal (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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A truta do arco-íris (rainbow trout) e o robalo (branzino) em banca de peixaria (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Terraço superior serve de praça de alimentação e avista a baía de Elliott (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Como Seattle fica diante de uma das regiões mais piscosas do Pacífico, logo na entrada do Pike Place fica uma peixaria abarrotada de salmões e de caranguejos graúdos do tipo dungeness.

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Os dungeness crab, caranguejos que são a especialidade local (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Na banca principal, chamada Pike Place Fish Market, o freguês escolhe salmão inteiro, que, então, é arremessado para o balcão da peixaria, onde será esviscerado, limpo e embrulhado. Quando uma moeda de gorjeta tilinta no balcão, um urro de “veja o que ganhamos” é saudado por todos os outros peixeiros.

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O salmão fresco, não criado em cativeiro, é sensação em Seattle (foto Silvio Cioffi – V!VA)

ONDE COMER
Entre os diversos restaurantes locais, há alguns tão concorridos como decadentes, caso do Athenian In, que foi cenário em Sintonia de Amor (Sleepless in Seattle, EUA, 1993), uma comédia romântica que tem o ator Tom Hanks no elenco.

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Mais neóns no corredor principal do histórico Pike Place Market (foto Silvio Cioffi – V!VA)

PASTA CASALINGA, UM CANTINHO GOURMET
Hoje em dia, o melhor lugar para comer dentro do mercado é o italianinho moderno Pasta Casalinga, aberto em 2018, da chef italiana Michela Tartaglia.

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A italiana Michela Tartaglia, chef e proprietária do Pasta Casalinga, o melhor restaurante do mercadão (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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A lousa do restaurante Pasta Casalinga com as sugestões do dia (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Num ambiente simples e meio escondido atrás do empório e delicatessen De Laurenti, que vende produtos gourmet para levar para casa, o Pasta Casalinga faz na hora uma variedade de massas que estão descritas numa lousa acima do balcão. Pouquíssimas mesas e um balcão informal acolhem os clientes. Há vinhos em taças corretas de ótimos pequenos produtores italianos para acompanhar os pratos.

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Pasta feita na hora, bem condimentada, com ingredientes italianos (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Vinhos italianos de produtores selecionados são servidos em taça (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Michela Tartaglia há pouco publicou seu livro de receitas, o Pasta for All Seasons (Sasquatch Books, 160 págs, US$ 22,95). Numa edição bem cuidada e ilustrada, a chef nascida em Turim dá a receita de pratos com opções vegetarianas, com frutos do mar e pratos com carne. (SILVIO CIOFFI)

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Capa do livro Pasta for All Season’s, da chef italiana Michela Tartaglia, do Pasta Casalinga (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Detalhes das ilustrações da edição do livro da chef de Turim (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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Receita com foto dos prato agrada os olhos –e o paladar! (foto Silvio Cioffi – V!VA)

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