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Space Needle transformou o perfil urbano de Seattle

SILVIO CIOFFI – ENVIADO ESPECIAL AOS EUA

Chamada na época de “A Exposição do Século 21”, a Feira Mundial de Seattle ocorreu entre abril e outubro de 1962 redefinindo, em termos “futurísticos”, o perfil urbano da cidade e legando obras como a torre Space Needle (literalmente, agulha espacial) e o monotrilho elevado Monorail, que a conecta ao centro comercial da metrópole.

É dessa época, início dos anos 1960, o desenho animado Jetson´s, produzido pela Hanna-Barbera e ambientado em 2062, que antecipou várias inovações hoje disponíveis.

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No alto, o topo da Space Needle fotografado na altura da sede da Amazon e, acima, a mesma torre de 1962 vista por baixo deixa antever seu elevador (fotos Silvio Cioffi – V!VA)

E, com seus estilo sixties, a Space Needle, do alto dos seus 184,4 metros de altura e encimada por um observatório giratório, segue como uma das principais atrações turísticas dessa cidade portuária cênica e inovadora.

Ao lado, o museu MoPop, cujo projeto saiu da prancheta do arquiteto Frank O. Gehry –e financiado por Paul Allen, co-fundador da Microsoft–, é outra atração integrante do complexo de entretenimento.

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Detalhe externo do complexo arquitetônico de Frank O. Gehry, que abriga os museus de ficção científica e arte pop (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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No MoPop, cartaz da turnê de Jimi Hendrix entre 1966 e 1970; guitarrista nasceu em Seattle (foto Silvio Cioffi – V!VA)
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A galeria das guitarras reúne instrumentos originais e fotos dos músicos (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Apoiada em três hastes de aço, e concluída às vésperas do evento mundial, a Space Needle, segue um ícone de época e é visitada anualmente por 1,3 milhão de pessoas.

Em 2018, uma restauração orçada em US$ 100 milhões dotou seu observatório panorâmico –o Sky View Observatory– de um intimidador chão de vidro e, ainda, reformulou a decoração do seu bar-restaurante.

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No restaurante-giratório da torre Space Needle, uma bela vista da baía de Elliott (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Propriedade privada, consta que o projeto da torre Space Needle tenha sido inspirada numa construção similar de Stuttgart, na Alemanha. O edifício foi visitado por Eddie Carlson, um empreendedor local, que, em 1959, teria feito os primeiros esboços do projeto.

Empresário de visão, Carlson teve papel importante na Feira Mundial de 1962, que atraiu 2,3 milhões de visitantes. Remanescente de um parque urbano construído na face Norte de Seattle, o Seattle Center, a torre repaginou a imagem da metrópole e custou, à época, US$ 4,5 milhões.

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Mais perspectivas do terraço no topo da Space Needle, reformada em 2008 (foto Silvio Cioffi – V!VA)

A obra esteve a cargo de inúmeros construtores, com destaque para Victor Steinbrueck (1911-1985), um arquiteto arrojado que também foi um conservacionista importante, se opondo concomitantemente à destruição do Pike Place Market e da praça Pioneer, do outro lado da cidade.

Aberta diariamente, das 9h às 23h, a Space Neddle foi reformada algumas vezes e, em 31 de dezembro de 1999, ganhou iluminação noturna e foi tombada pelo patrimônio histórico dos EUA.

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Vista do porto de Seattle a partir da torre que mudou o perfil da cidade na década de 1960 (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Nessa renovação concluída no ano 2000, foram gastos US$ 21 milhões –cinco vezes mais do que o custo original da Space Needle.

Além do prédio anexo que abriga o museu projetado por Frank O. Gehry, o entorno da torre é endereço do museu dedicado à exibição dos trabalhos de cristal do mestre-vidreiro David Chihuly e dos escritórios da Fundação Melinda e Bill Gates, voltada à filantropia.

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Skyline de Seattle a partir de um passeio de barco (foto Silvio Cioffi – V!VA)

Nem é preciso comentar que, do alto do observatório, se descortina a vista mais bela de Seattle, com destaque para os barcos que cruzam o estuário de Puget e, ao longe, para o skyline mais contemporâneo do centro comercial.

Para voltar, o monorail elevado conduz ao Shopping Seattle Center e custa, pela ida-e-volta, US$ 3,50.

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O Monorail suspenso em sua estação final aos pés da torre Space Needle…
(foto Silvio Cioffi – V!VA)
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…e, no outro extremo, a estação inicial desse elevado herdado da World´s Fair de 1962
(foto Silvio Cioffi – V!VA)

Outra opção é o ônibus turístico de dois andares Gray Line hop-on e hop-off, que percorre a panorâmica Alaskan Way até os píeres turísticos que abrigam restaurantes típicos, o Aquário e as estações de onde partem passeios de barcos, caso da Argosy Cruises, cujos barcos de excursão são operados ininterruptamente há mais de sete décadas.

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Turistas no ônibus de dois andares City Sightseeing, que faz diversas paradas
(foto Silvio Cioffi – V!VA)

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